sábado, 19 de maio de 2012

Devaneios


01:45am

O que faz, doce bebê, por aqui?
Tão doce assim... ou são apenas aparências?

Incerto. Inconstante. Ausente.
Por mais que os caminhos se bifurquem diversas vezes
Todos param em um único ponto, ao fim. É e aí.
Local desconhecido, com mistérios, surpresas e segredos.
A princípio mata virgem, jamais visitada.
Ou seria já um cartão postal?

Teu vento soprou sobre o terreno antigo,
Castigado por tempo e mágoas.
Deu-lho nova vida, outro sentido, outro caminho.
Deu-lho cor. Vontade de seguir e produzir.
Mas talvez nem saiba, veja só a expressão!
Nunca soube, nunca sabe e nem saberá.
A estrada se segue,
Novas estradas terão de ser construídas.
Por que não cruzá-las com estas, já antigas?
Agradável é te ver passar e deixar tudo novo.
Tudo bem. Continuas andando.
Não há pausas.
Espalha teu cheiro - apreciado por poucos.
Intensamente apreciado por mim.
Deixa tua marca por onde passas.
Quero te encontrar ás vezes
E sentir o cheiro do falso - ou puro? - inabitado.

...mas se quiser, fique.
Fique. Fique. Fique.
Tudo é farto, aqui.

02:07am