sábado, 4 de agosto de 2012

Mrs. Curiosity


Cai, chuva.
Deixa tudo novo, de novo.
Lava o passado,  transforma o presente.
Brinca com o futuro.
Trazes o orvalho, trazes o cheiro do novo.
O novo-velho.
O escuro volta a iluminar-se.

Será?

Talvez sim, talvez não.
Não sabe-se ao certo.
A vontade é de correr a agarrar a oportunidade.
Em outra vida,  feito!
Outra vida, confiança sólida.
Falsas certezas. Mas certezas.
Tudo explodiu.

De repente estou em um vastíssimo mar de incertezas,
E a única forma de salvação é agarrar-me a uma delas.
Tomá-la como certeza e confiar. De novo.
Mais uma vez. Outra chance.
Estou no mar porque quero, no fim das contas eu quero.
Quero acreditar. Quero viver. Quero.
Não devo, mas quero.

Pulei. Ninguém me empurrou.
Tantas foram  tentativas de prender-me ali...
Mas eu fui. Não abri mão da oportunidade.
Quis conhecer – de novo –, quis pular.
Pulei. O mundo contra mim.
Um incentivo. Apenas um.

No fim das contas, eu sempre quis estar ali.
Sempre estive, talvez.
Singular, perfeito.
Apenas duas palavras me fizeram ficar.
Muitas o fizeram ir.
Foi, livre. Voltou, livre.
Quem sabe isso prove o destino.
Mas e as incertezas?
Talvez isso seja o destino brincando com os contos de fada que produz.
Mil e cinco voltas até o final feliz.
Onde está o fim? Ah, ele não existe.
Infinito, inefável, insubstituível.
Tem tudo pra ser.
Tem nada pra ser.
É tudo, é nada.
É certeza, é duvida.
É amor? Não sei.
Mas com certeza não é ódio.

Passa tempo, passa...
Avança logo pra melhor parte.
Corre pra quando eu tenho certeza.
Chega na parte que eu choro. Ou sorrio.
Mas chega, por favor.
Vida de ioiô, não quero.
12 07 2012
7:04pm

sábado, 19 de maio de 2012

Devaneios


01:45am

O que faz, doce bebê, por aqui?
Tão doce assim... ou são apenas aparências?

Incerto. Inconstante. Ausente.
Por mais que os caminhos se bifurquem diversas vezes
Todos param em um único ponto, ao fim. É e aí.
Local desconhecido, com mistérios, surpresas e segredos.
A princípio mata virgem, jamais visitada.
Ou seria já um cartão postal?

Teu vento soprou sobre o terreno antigo,
Castigado por tempo e mágoas.
Deu-lho nova vida, outro sentido, outro caminho.
Deu-lho cor. Vontade de seguir e produzir.
Mas talvez nem saiba, veja só a expressão!
Nunca soube, nunca sabe e nem saberá.
A estrada se segue,
Novas estradas terão de ser construídas.
Por que não cruzá-las com estas, já antigas?
Agradável é te ver passar e deixar tudo novo.
Tudo bem. Continuas andando.
Não há pausas.
Espalha teu cheiro - apreciado por poucos.
Intensamente apreciado por mim.
Deixa tua marca por onde passas.
Quero te encontrar ás vezes
E sentir o cheiro do falso - ou puro? - inabitado.

...mas se quiser, fique.
Fique. Fique. Fique.
Tudo é farto, aqui.

02:07am

sábado, 24 de março de 2012

Neura

2:45am
Pensa, pensa, pensa.
Foge.
Volta.
Confunde mais; destrói mais.
Corre.
É justo correr enquanto é tempo?
Ou será que este não existe mais?
É certo procurar pelo sofrimento,
remoendo informações e suposições?

Por que isso acontece?
Paranóia?
Verdade?
Mentira?
Inse...gurança?

Ninguém sabe.
Nunca vai saber.
Talvez vá, mas seja doloroso demais.
Ou, ao contrário, utópico.

Estaria Heráclito certo ao dizer que tudo é mudança?
Mas será que, na verdade, tudo não seria substituição, ausência?

Pensa, pensa, pensa.
Corre, foge, volta.
Vou jogar as turbulências em algum lugar.
Parei aqui.
Parei por aqui, antes que seja tarde demais - se já não é.
2:53am



sábado, 28 de janeiro de 2012

Soneto

Difícil traduzir para palavras, nunca serão suficientes.

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Amo a forma como ele pisca,

Ou como se mexe.

Amo seu sorriso, tão espontâneo e verdadeiro...

Consigo amar até mesmo seu choro.


Amo a forma como ele me faz sentir.

Amo seus silêncios, seus ruídos.

Amo suas mãos e pés minúsculos, seus olhos arregalados,

Amo suas curvas delicadas e suas covinhas rechonchudas.


Admiro cada curva, cada centímetro quadrado.

Da ponta dos pés,

Até o último fio de cabelo desgrenhado no topo da cabeça.


Perfeito, desde a primeira vez que o vi.

É só o começo...

Eu o amo, e esse sentimento só sabe crescer.



quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pensamentos

Aquela música do... que..
É, aquela mesma!
Não, sem pressão, mas é aquela...
Sim, claro, não é...?

É noite
É tarde
E eu estou aqui,
Carente
Meio a pensamentos vagos.

Cinco janelas,
Uma pessoa. Aquela pessoa.
Algumas músicas
E, em meio a elas, aquela que
Tão bem em meus ouvidos soa.

São quase três,
A falta do que fazer me trouxe até aqui
Não sei o que fez
Que, tão rapidamente meus olhos se abriram
E assim permaneceram.

Meus pensamentos vagos me levam
A tantos lugares, a tantas possibilidades
Enquanto músicas buscam
Para todas as realidades.
Aquela música, como é o nome do...
Onde será que ele está agora?
Mas, e a música? ...
E se eu quiser sair mundo afora?

São pensamentos vagos
Um não completa o outro
Sem sentido, numa noite fria de inverno
Sozinhos, eles se tornam
Apenas vagos pensamentos,
Pensamentos vagos.

23 06 2011