Cai, chuva.
Deixa tudo novo, de novo.
Lava o passado, transforma o
presente.
Brinca com o futuro.
Trazes o orvalho, trazes o cheiro do novo.
O novo-velho.
O escuro volta a iluminar-se.
Será?
Talvez sim, talvez não.
Não sabe-se ao certo.
A vontade é de correr a agarrar a oportunidade.
Em outra vida, feito!
Outra vida, confiança sólida.
Falsas certezas. Mas certezas.
Tudo explodiu.
De repente estou em um vastíssimo mar de incertezas,
E a única forma de salvação é agarrar-me a uma delas.
Tomá-la como certeza e confiar. De novo.
Mais uma vez. Outra chance.
Estou no mar porque quero, no fim das contas eu quero.
Quero acreditar. Quero viver. Quero.
Não devo, mas quero.
Pulei. Ninguém me empurrou.
Tantas foram tentativas de
prender-me ali...
Mas eu fui. Não abri mão da oportunidade.
Quis conhecer – de novo –, quis pular.
Pulei. O mundo contra mim.
Um incentivo. Apenas um.
No fim das contas, eu sempre quis estar ali.
Sempre estive, talvez.
Singular, perfeito.
Apenas duas palavras me fizeram ficar.
Muitas o fizeram ir.
Foi, livre. Voltou, livre.
Quem sabe isso prove o destino.
Mas e as incertezas?
Talvez isso seja o destino brincando com os contos de fada que produz.
Mil e cinco voltas até o final feliz.
Onde está o fim? Ah, ele não existe.
Infinito, inefável, insubstituível.
Tem tudo pra ser.
Tem nada pra ser.
É tudo, é nada.
É certeza, é duvida.
É amor? Não sei.
Mas com certeza não é ódio.
Passa tempo, passa...
Avança logo pra melhor parte.
Corre pra quando eu tenho certeza.
Chega na parte que eu choro. Ou sorrio.
Mas chega, por favor.
Vida de ioiô, não quero.
12 07 2012
7:04pm